Você

Me aconselharam a não colocar uma amizade em risco. Na verdade, eu nem sei explicar como nossa amizade começou, muito menos o porquê de estar sentindo isso agora. Eu sei que você me faz bem, do seu jeito único, que seu abraço me acalma e me faz esquecer de todo o resto. Sabe, até aquele dia eu nunca tinha pensado nas coisas por outro ângulo, e foi estranho como aconteceu, estranho porque era você. Eu lembro que você disse alguma coisa que, devido minha insanidade, não sei os detalhes, mas sei que você me olhava e falava feliz, satisfeito, como se já esperasse. Pena ter lembrado só no dia seguinte. O resto do dia você já sabe, e por mais que tenha feito o mesmo que eu, me sinto culpada. Eu podia ter evitado. Não me arrependo pelo que fiz, mas por feito com você. Justo você, que eu jamais permitiria ser magoado. Acho que você nunca soube disso, as coisas fluíram sem ninguém citar uma só palavra, e essas perturbações permaneceram só dentro de mim. Enquanto isso as coisas iam bem, até te encontrar novamente. O abraço continuava acolhedor, mas dessa vez mais intenso. A sensação era estranha e silenciosa, até demais. Tocar no assunto foi bom, esclareceu. Mas é estranho pensar como a música e as pessoas sumiram, que eu só via você, cigarros e constrangimento. Suas piadas de duplo sentido surtiram outro efeito. As vezes acho que confundo as coisas, mas você me passa a impressão de confundir junto. As vezes acho que tudo mudou, inclusive a maneira como me vê. As vezes penso que sou neurótica e que na verdade as coisas estão diferentes apenas pra mim. Tenho quase certeza de que é apenas pra mim, e tenho medo de que seja mesmo. De qualquer forma, acho que tenho medo mesmo é de ficar sem você. De perder sua atenção, seu carinho, sua admiração. Tenho medo de não ser mais importante pra você, seja da forma que for. Medo de ficar sem seu abraço.

2 comentários:

Nanny Micheletto disse...

hmmm! que lindoooooo

Suzana disse...

belezinhaaaaaaa

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